Ferramentas

Vida prazerosa ou vida agradável:

uma vida que consiga alcançar as emoções positivas acerca do presente, do passado e do futuro. – Martin Seligman

Essa é a primeira de uma pequena série de postagens sobre estudos da Psicologia Positiva. Inspirando-me no livro Felicidade Autêntica de Martin Seligman, o maior nome dessa área da psicologia, e no curso de Psicologia Positiva com Coaching, ministrado pelo precursor do assunto aqui no Brasil e grande estudioso do estado de flow, Helder Kamei.

Antes de sair falando sobre vida prazerosa ou agradável, estado de flow conforme já mencionei acima, Psicologia Positiva e nome de autores da área, tornando a leitura desagradável para você que não conhece o assunto, permita-me explicar rapidamente o que significam essas coisas e o motivo que me faz abordar esse tema no site.

 

Psicologia Positiva

 

Estudo da felicidade e/ou do bem estar. É a maneira mais fácil de se resumir a Psicologia Positiva que foi criada por Martin Seligman juntamente com outros grandes nomes da psicologia dos Estados Unidos, visando mudar o foco dado por essa ciência da patologia e dos problemas, para as emoções positivas, forças e virtudes do ser humano, comprovando a eficácia dessa nova visão através de métodos científicos.

Helder Kamei foi o primeiro a defender uma tese de mestrado baseado na Psicologia Positiva aqui no Brasil, voltando seu estudo principalmente para o estado de flow, que abordarei com mais detalhes nesse mesmo texto.

Apresentados os devidos nomes e de onde veio esse mundo colorido de vida prazerosa, agradável, felicidade e emoções positivas, vamos colocar um pouquinho mais de cor ainda no texto enquanto falamos do assunto de hoje.

 

Emoções Positivas

 

Vida prazerosa ou vida agradável é o primeiro pilar – sendo o segundo e o terceiro respectivamente vida engajada e vida significativa – citado por Martin Seligman no que diz respeito aos caminhos que nos levam à uma felicidade autêntica. E quando falamos de prazer, estamos nos referindo a situações momentâneas que nos provocam certos tipos de emoções. Essas são consideradas positivas e podem ser divididas em três tipos diferentes: passado, futuro e presente.

Passado e Futuro

As emoções positivas do passado nos dão prazer quando sentimos contentamento em relação àquilo que passou, sendo que há algumas formas de trabalhar esses sentimentos para que se tornem cada vez mais fortes, trazendo como consequência mais felicidade para aquele que pratica. São exemplos de atitudes assim o perdão, a gratidão e a quebra de crenças limitantes.

As do futuro já dizem respeito às expectativas que criamos das situações que ainda estão por vir, sendo norteadas pelos nossos otimismo e pessimismo. Quanto mais otimistas nós formos, seja sobre coisas boas ou coisas ruins, mais felizes nós somos. Então a primeira atitude para ser feliz com relação ao futuro é afastar pensamentos pessimistas, reconhecendo-os e contestando suas próprias ideias.

Parecem coisas bem simples até aqui e realmente são, existindo até exercícios práticos para aumentar o nível de satisfação pessoal com relação ao passado e futuro, focando apenas no positivo ao invés de confrontar o negativo conforme abordagem mais tradicional da psicologia.

“Resolvidas” essas questões (digo entre aspas para não sugerir que precise realmente resolver algo, mas que vale a pena aumentar seu nível de felicidade com relação ao passado e futuro antes de trabalhar o presente), vamos falar dos prazeres no presente, que também acabam se dividindo em dois: prazeres físicos e prazeres maiores.

Presente

Os prazeres físicos podem ser exemplificados através de comer algo gostoso ou fazer sexo. São sensoriais, ligados aos 5 sentidos do corpo, enquanto os prazeres maiores são mais complexos, apesar de também momentâneos, sendo menos intuitivos que os sensoriais, por exemplo momentos de emoção, êxtase e entusiasmo.

Ambos os tipos de prazeres podem ser medidos através de testes criados pelo estudiosos da Psicologia Positiva e trabalhados para que aumentem. Por serem momentâneos, eles trazem felicidade de curta duração para aqueles que sentem, podendo causar efeito contrário caso não sejam tratados com cuidado, tornando-se vícios e até repulsas. Apesar disso, eles não deixam de serem essenciais para a vida de cada um, pois sem isso não podemos ser plenamente felizes.

 

Vida Prazerosa

 

Facilmente deve listar algumas atividades e momentos nos quais sente emoções positivas. Vou então dar algumas dicas para aproveitarmos ainda mais os prazeres da vida e não permitirmos que eles fiquem desinteressantes, são elas:

  • Evitar a habituação de um prazer: quando você está com muita vontade de comer algo e alguém faz para você, qual é o melhor momento da sua refeição, a primeira ou a última garfada? Aposto que a primeira garfada é a melhor de todas. E quando você é surpreendido por alguém, quando não espera, é lindo, não é?. Mas, se a pessoa o faz todos os dias, você passa a esperar e se torna comum, perdendo a função de causar emoção de antes. Portanto, dê o espaço necessário entre uma sensação e outra para que seu prazer não se torne comum.
  • Apreciação: esse veio da tradução de savoring, que também significa saborear. Pensou em uma comida? Provável que sim. Pense a quantidade de vezes que tornou o momento de comer, que poderia ser um prazer, em uma atividade rotineira de enfiar o alimento para dentro sem sequer sentir se estava com sal ou não. Experimente por vezes sentir todas as sensações que o momento de prazer traz, todos os temperos da comida, a temperatura ao seu redor, a brisa do vento e permita que seus pensamentos se desliguem nesse momento e você apenas sinta, aprecie.
  •  Atenção: Essa está mais relacionada ao estar presente no aqui e agora. Concentrar-se naquilo que dá prazer. Práticas como a meditação, por exemplo, ajuda muito no foco. Você consegue muitas vezes praticar a apreciação, mas pensar em outras coisas ao mesmo tempo, o que te permite uma sensação de prazer mais ligeira do que se realmente usasse as duas técnicas em conjunto, apreciar e prestar atenção somente naquilo que se faz.

 

Conclusão

 

Conhecido esse primeiro passo para uma vida plena e feliz, a vida prazerosa, já te desafio a colocar em prática algumas dessas coisas e se quiser saber mais sobre isso, entre em contato comigo ou procure saber sobre o assunto, há muito o que aprender sobre isso.

O segundo passo para uma felicidade autêntica é a vida engajada, ou vida boa, que diz respeito às nossas forças e virtudes, bem como devemos aplicá-las no dia a dia.

Antes de terminar, não esqueci que prometi falar do estado de flow. Sem me alongar muito para não entrar no assunto da próxima postagem, estado de fluxo (tradução literal de flow) é aquele no qual você fica isento de sentimento enquanto exerce alguma atividade, está mais ligado ao fazer do que ao sentir. Por exemplo, no meu caso, quando jogo futebol eu apenas jogo, se me perguntarem o que eu sinto quando jogo, vou falar que eu apenas entro lá e a mágica acontece, rs… brincadeiras à parte… é mais ou menos isso. Não sinto, não penso, apenas jogo e deixo FLUIR… também sinto isso quando estou conversando com alguém muito querido, quando estou ajudando alguém, quando estou escrevendo… e você? Em quais atividades se sente assim? Que forças e virtudes você utiliza nessas atividades?

Já vai pensando, pois ainda nessa semana falaremos bastante sobre isso!

Um abraço!!!