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Eu sinceramente não entendo o motivo pelo qual as pessoas insistem em viverem contras umas as outras ao invés de viverem em união. Afinal, nos consideramos uma sociedade, não é? Isso vem de social, o que implica que deveríamos ser sociáveis, aplicar as regras da boa convivência, ser civilizado.

Isso tudo parece um pouco confuso para mim quando vejo a nossa sociedade atual, e para você? As pessoas estão mais preocupadas em brigar, defender o que acreditam sem sequer tentar entender aquilo no que o outro acredita, estão mais preocupadas em convencer do que em trocar informações, estão mais preocupadas e estarem certas do que em conviverem em paz, as pessoas, no geral, estão preocupadas demais, essa que é a verdade. Prefiro viver, ser sociável, abster muitas vezes da minha opinião para conviver bem… prefiro conviver.

Eu vejo que a união só existe hoje em dia quando o outro concorda com você, quando se pode unir opiniões. Será que precisa ser mesmo assim? Será que a união é assim tão dependente de opiniões em comum? Será que nós só somos capazes de nos unirmos por interesses? Será que não conseguimos ser unidos apenas por ser unidos? Será que fomos realmente feitos para viver em sociedade ou isso é uma consequência dos interesses?

Eu não sei responder de fato essa pergunta e não achei alguma pesquisa que comprovasse a união ser algo natural ou por interesse, mas uma coisa eu sei, nossas próprias atitudes demonstram que fomos feitos para viver em sociedade.

 

Os animais

Lembram-se de um comercial que ficou famoso e é usado até hoje quando falamos de trabalhar em equipe? Vejam:

Aqui são mostrados alguns exemplos do instinto de sobrevivência dessas espécies, demonstrando que juntos somos mais fortes. Isso também fica óbvio se analisarmos as espécies, as que estão vivas há mais tempo e raramente entram em extinção, são aquelas que vivem em sociedade, coletivas, e a maioria das que entram em extinção não vivem assim, desconsiderando fatores aqui como a degradação da natureza por parte dos humanos.

Animais que não possuem a mesma capacidade cognitiva que a nossa, se unem para sobreviverem. Fato! Mas eles também se dividem em grupos e existem brigas, não há como negar, brigam por alimentos, brigam por território (abrigo), brigam pelas fêmeas… brigam por vários motivos e todos eles motivos essenciais e básicos para sobrevivência. Pensando dessa maneira, será que não estamos agindo como animais quando não nos unimos?

Aproveitando que fomos amaldiçoados abastados com a capacidade de fazer uma análise crítica das situações, me pergunto, será que realmente somos diferente dos animais quando praticamos a desunião? Será que não poderíamos usar nossa capacidade de raciocínio para achar soluções de agregação? Será que também sofremos “extinção” quando nos isolamos? Será que realmente não podemos lidar com nossas ameaças em conjunto ao invés de nos armarmos para brigar?

Prefiro continuar aprendendo com os animais…

 

Relacionamentos

Nós nos relacionamos desde que mundo é mundo, casamos, temos filhos, amigos, colegas de trabalho e assim por diante. Fazemos isso por necessidade? Cultura? Instinto? Interesse? Talvez tudo isso?

Não sei você, eu me sinto melhor quando me relaciono do que quanto estou sozinho. Acredito que a maioria das pessoas também, visto que a maioria das pessoas costuma se relacionar amorosamente, por exemplo. Cito esse tipo de relacionamento porque é uma escolha nossa, não é? Talvez não, talvez seja uma escolha da nossa cultura ou antigamente até uma situação forçada pelos pais, não sei!

Vamos pensar então na amizade, esse sim escolhemos, certo? Ninguém nos obriga a ser amigo de outra pessoa, somos porque queremos, mas a amizade também acabamos escolhendo por afinidade, por status, por muitos interesses que talvez não sejam internos.

Então vamos falar de família! Esse sim nós não escolhemos, nascemos nela e pronto, não é? Imagine você que dois irmãos sejam rivais no futebol, rivais na política, rivais na religião (até me dói o coração falar em rivalidade religiosa, mas continuemos), rivais até na hora de escolher a disposição dos móveis do quarto que eles precisam dividir… rivais em tudo que podem ser, qual seria o motivo de eles frequentarem a casa um do outro e se relacionarem? Qual seria a motivação para eles se defenderem diante de alguém que queira agredir ao outro? O sentimento? A consideração? O julgo social?

Eu acho que vai além disso, é mais uma vez questão de sobrevivência e necessidade de se relacionar.

 

União de pessoas, não de pensamentos!

Já imaginou um mundo onde poderíamos realmente contar uns com os outros, assim como os irmãos que citei no exemplo anterior? Já se imaginou podendo colocar a sua ideia e sendo ouvido, enquanto também poderia ouvir a ideia do outro e ambos chegarem em um ponto comum das ideias? Ou melhor, já imaginou um mundo onde mesmo em discordância total de ideias, as pessoas conseguissem conversar e se respeitarem?

Acredito que um grande aliado das desuniões é o pessimismo. Como disse na minha postagem anterior sobre o otimismo, as pessoas tendem a não serem otimistas diante de situações que não concordam, se cegando para os pontos positivos da outra ideia e aí sim agindo como animais, prontos a defenderem seu instinto de sobrevivência. O que elas não analisam, é que a sobrevivência é muito mais fácil quando se unem do que quando se separam.

Meu texto não é um apelo para que todos pensem igual e o mundo se torne um comercial do Prouni com todos abraçados e a musiquinha de fundo “caminhando e cantando e seguindo a canção…”, mas eu realmente acharia maravilhoso se continuássemos essa letra, pois “somos todos iguais, BRAÇOS DADOS OU NÃO!”.

Ideias diferentes movem o mundo, amo conhecer alguém que pensa diferente a mim, mas isso não deve impedir que sejamos unidos e fiquemos otimistas quando a ideia do outro toma corpo e a sua não.

 

Vamos viver em sociedade, mas em união?

E então, o que você pensa sobre isso? Deixe-me saber, comente abaixo! Para mim, vale a pena, não há desavenças que possam sobrepor uma relação humana.

Fica meu convite e uma lembrança: relacionamentos trazem felicidade conforme disse em minha postagem sobre o modelo PERMA.

 

Um abraço!