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Você já ouviu falar de Storytelling? Se não ouviu, corre sérios riscos de estar contando sua história de maneira errada para os outros.

Talvez você não saiba, mas cada vez mais a nossa marca está ligada àquilo que nós somos. Já se deparou com alguém dizendo que nunca mais vai consumir algo porque descobriu que o dono é um cretino? É disso que estou falando, se você não souber contar sua história, talvez fique para trás.

Quem não se lembra de uma empreendedora chamada Bel Pesce, autora do livro A Menina do Vale, que ano passado passou por um sério prolema no que diz respeito a sua história? Após uma confusão com a tentativa de lançamento de uma hamburgueria em conjunto com o ganhador do Master Chef Leo Young através do sistema de crowdfunding (sistema de levantamento de fundos pela internet através de doações), ela acabou tendo a sua história contestada e precisou lançar textos na internet se explicando de mais de uma acusação referente à sua história.

Aliás, a Bel Pesce é uma excelente storyteller e a admiro muito por isso, independente do transtorno que ocorreu. Porém, mesmo sendo uma boa contadora de história (não no sentido pejorativo) ela foi contestada. Agora, imagina você que nem sabe como contar a sua história, será que as pessoas “te comprariam”?

Ainda sobre a Bel, independentemente do que aconteceu, a sua história é forte o suficiente para manter seguidores e haters. E então, você não acha que está na hora de saber contar a sua história?

 

Storytelling

Antes de mais nada deixe-me apresentar o tema para você.

Essa palavra de origem americana significa na tradução literal narrativa e atualmente vem sendo usada como a união de várias técnicas narrativas para se contar um história, principalmente no marketing.

Não vou me aprofundar muito no assunto do storytelling utilizado no marketing especificamente. Hoje quero falar muito mais de como você conta a sua história e para isso gostaria que assistisse esse vídeo feito pela DOVE que já responde boa parte da pergunta principal desse tema: você sabe contar a própria história?

Percebe como as vezes não sabemos contar a nossa própria história? E se achou muito diferente se descrever e contar histórias, talvez você realmente precise continuar lendo o texto.

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Quem é você?

Como você responderia essa pergunta?

“Eu sou Fulano de Tal”

Normalmente é a primeira resposta que as pessoas dão para identificar quem ela são, mas será que isso diz realmente quem você é? E se pedirmos para continuar a descrição, conseguimos algumas coisas mais:

“Tenho vários anos, solteiro/casado, nascido em Piraporinha, formado em Bulhufas…”

Percebe como essas informações acabam sendo superficiais? Você é muito mais do que seu nome, estado civil, cidade natal e formação. Você tem uma HISTÓRIA por trás de quem você é e exatamente isso que eu gostaria que você aprendesse a passar para as outras pessoas a partir de hoje.

 

Honre a sua própria história

Antes de mais nada, você precisa urgentemente honrar a própria história. Não importa o que tenha feito ou se tem coisas que te envergonham, você precisa aceitar sua história.

Não é uma tarefa fácil olhar para trás e ter orgulho de tudo que você passou. Tem coisas que nos envergonhamos e ficamos pensando o que nos levou a tomar aquela ação, mas talvez você perceba que tudo pelo que você se envergonha hoje, tudo do que você se orgulha, tudo que você gosta ou não, são consequências do que você viveu e muitas vezes precisou passar.

Então, antes de se julgar dizendo que sua história é ruim, honre sua própria história!

Experimente contar a sua vida para uma pessoa totalmente diferente de você, talvez essa pessoa te inveje em muita coisa e talvez essa pessoa queira até trocar a vida dela com você, mas você mesmo não dá valor para sua história, percebe? Contar tragédias e se martirizar parece ser mais legal do que contar coisas bacanas e valorizar o que você vive, como isso? Não é incomum ver pessoas contando algo ruim e a outra falando “mas você não sabe o que aconteceu comigo…” até que vira uma “guerra” de quem tem a pior história. Já presenciou isso?

Só para deixar claro, “rir da própria desgraça” como dizem é algo gostoso e isso faz parte de honrar a própria história, porém querer ter mais desgraça que o outro não é algo assim tão normal.

Portanto, olhe para sua história e aceite-a como ela é, não dá para voltar e mudar, então aceite e aprenda a contá-la!

 

Como contar a própria história?

Antes de qualquer coisa, visando evitar problemas futuros para si mesmo, seja coerente!

Não adianta você mentir ou inventar algo da sua história para cativar as pessoas, pois quando elas descobrirem as verdades vão se sentir enganadas e vão te abandonar ou até te falar mal de você. Então, conte a verdade, isso faz parte de honrar a própria história.

Você é a personagem principal, torne-se interessante.

Antes de contar a sua própria história, você precisa se definir como o centro da sua própria vida! Não adianta se tornar vítima de tudo que acontece, não adianta também dizer que você está onde está porque a vida te levou até aí. Responsabilize-se! Você está onde está, porque você quis. Você é o que é, porque você quer.

Se você se achar interessante ou se achar desinteressante, em ambos os casos você está certo!

Saiba para quem você está contando a sua história

Você pode contar uma história super interessante sobre a sua vida e usar a linguagem errada para quem te ouve. Procure adaptar sua linguagem, os pontos principais da sua história, as viradas, as lições e tudo mais para a pessoa que está te ouvindo! Por exemplo, quando você se apaixona, você conta histórias que te tornem atraente. Da mesma forma funciona para qualquer tipo de história e objetivo que tenha.

Escreva sua história

Escrever vai te ajudar a visualizar todas os pontos de sua história. Procure técnicas de narrativa que você se adapte, existem muitas delas. Treine essa técnica através de escrita e leia para si mesmo! Escreva também várias versões da sua própria história, uma mais completa, outra curtinha para apresentações rápidas no estilo Elevator Pitch (técnica de passar uma mensagem em menos 1 minuto)

Todos temos partes chatas que não precisam ser contadas

Joni Galvão, um dos precursores no assunto e maiores storytellers do Brasil, fala em um vídeo sobre como fazer uma apresentação que “apresentação é a vida sem as partes chatas”. Todos temos coisas que aconteceram que não precisam ser contadas, pelo menos não para todo mundo, então procure selecionar o que vai falar de acordo com o público ou o interlocutor. Então após escrever, corte as partes que são apenas “blá blá blá”.

 

Recapitulando

Finalizando segue a lista do que falamos e um vídeo que deixa claro como o storytelling pode salvar sua vida:

  • Saiba quem você é!
  • Honre sua própria história
  • Seja coerente!
  • Torne-se interessante
  • Conheça seu público
  • Coloque no papel
  • Corte as partes chatas

 

 

Anotou? Assistiu o vídeo? Lembre-se de compartilhar o texto com seus colegas e deixe sua mensagem para lermos!

 

Um abraaaaaaaaaaaaaaaço!!!