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Por quantas vezes nós queremos fazer algo e acabamos sendo os nossos próprios sabotadores? Quantas vezes deixamos de fazer o que queremos porque temos preguiça? Ou ainda porque nós simplesmente não dedicamos tempo ou esforço suficiente no que queríamos? Será que realmente queríamos? Será que não era apenas um desejo? Vamos entender um pouco mais sobre a autossabotagem…

Essa palavra, que já é feia por si só, muitas vezes não é reconhecida por nós. É sempre mais fácil olhar para o tempo e dizer que porque hoje está chovendo não vou sair de casa. Digo, culpar as coisas exteriores e olhar para fora é sempre mais fácil do que olhar para dentro. Muitas vezes a autossabotagem acontece por não sabermos assumir as nossas responsabilidades.

Outro motivo pelo qual ela acontece é que nós estamos acostumados a querer, a desejar, mas não a realizar. Já refletiu sobre quantas vezes nós dizemos que queremos algo ou que vamos tentar, mas poucas dizemos efetivamente que iremos fazer, realizar ou conseguir? Talvez querer não seja o suficiente…

Sua decisão lendo esse texto pode ser de que está bom para você ficar se sabotando o tempo todo ou que realmente as coisas que deixam de acontecer não são culpa sua. Porém, talvez você decida de uma vez por todas acabar com essa autossabotagem. De um jeito ou de outro, você que vai colher os frutos daquilo que decidir e confesso a você que prefiro colher o que plantei do que colher aquilo que outras pessoas plantaram. E você?

Se sua decisão assumir o controle e dar um fim na autossabotagem, vem comigo!

 

Hmmm… que preguiça!

Nada mais natural na vida do que essa frase! Até cachorro quando acabar de levantar sai se espreguiçando da cabeça aos pés, digo, às patas. Mas por que temos preguiça?

Bom, eu não sou cientista para explicar tecnicamente como surge a nossa preguiça, mas como sou um “ser-humaninho” assim como você, posso dizer que te entendo perfeitamente sobre ela. Se quiser se aprofundar na preguiça, digo, no assunto preguiça, leia esse artigo.

Levantar da cama no frio? Hmmmmm… dá vontade de voltar pra coberta só de pensar. Fazer exercício ou ficar vendo uma série legal na TV? Acho que nem preciso responder, não é? Subir de elevador ou escada? Sério, alguém usa a escada quando o elevador está funcionando?

A verdade é que nosso corpo acostuma rápido com aquilo que é fácil. Como o próprio nome já diz, qualquer esforço subentende-se ir além da nossa zona de conforto. Talvez isso nem aconteça por mal, é apenas nossa vontade de se manter confortável e em um ambiente conhecido que nos deixa preguiçosos. Mas deixe contar uma coisa, o profeta gentileza estava certo sobre a frase “gentileza gera gentileza”, que poderia ser substituída por “preguiça gera preguiça”.

Apesar de parecer um sabotador impossível de se vencer, a única maneira de passar por cima dela é exatamente passando por cima dela. Nossa cabeça vai sempre insistir para fazer o mais fácil, o que exige menos, o que já é conhecido, o que é mais seguro, pois ela quer nos proteger de certa forma e acaba ativando a preguiça como mecanismo de defesa. O que você talvez não perceba é que a essa defesa na verdade só existe na nossa cabeça, pois estar em movimento é o que nos faz evoluir… por isso a preguiça é uma autossabotagem!

E então, chega de preguiça?

 

Eu vou tentar…

Arrepia até a alma só de ouvir alguém começando uma frase dessa maneira. Talvez o Mestre Yoda pode nos ensinar algo sobre isso:

mestre yoda autossabotagem

Fazer ou não fazer. Tentar não existe.

Esse frase ficou bem famosa e na verdade isso é mais um gatilho mental para não cairmos na autossabotagem!

Veja, quando você resolve fazer algo diferente, você fará de tudo até conseguir fazer. Nesse meio tempo você está tentando ou você está fazendo? Tentar implica em não conseguir, o que é horrível quando algo depende apenas de você. Por exemplo, se eu tento ser mais legal, eu posso não conseguir que está tudo bem, afinal eu tentei!

Percebe? Esse modo de falar passa uma mensagem ao nosso cérebro de que não tem problema na verdade se não conseguirmos, pois o objetivo era tentar. Assim como algumas outras acabam colocando padrões de pensamento que nos abrem brechas para a negativa. Alguns exemplos:

  • “Eu vou começar… “: começar você pode agora, mas quem garante que vai terminar?
  • “Eu vou procurar…”: cuidado, talvez você não encontre
  • “Eu acho que…”: o achismo nos trava, a certeza nos move
  • “Eu quero/desejo/preciso…”: cuidado! Querer, desejar ou precisar pode se tornar um vício e você nunca irá realmente realizar para continuar querendo, desejando e precisando…

Pensando nesses exemplos de autossabotagem que ficam claros quando iniciamos alguma frase, comece a se policiar para ser mais preciso na mensagem que está passando ao seu cérebro. Quando quiser alguma coisa de verdade, concretize-a na sua cabeça antes mesmo de começar.

Não há nada de errado em querer, em começar, em achar, em tentar… o errado é permitir que se cérebro interprete isso como desculpa para não conseguir!

Então quando começar, não pare até terminar. Quando tentar, não pare até conseguir.

 

Dicas práticas para evitar a autossabotagem

Bom, até agora eu falei um pouco dos nossos comportamentos sabotadores. Agora eu quero dar algumas dicas práticas do que fazer para evitar que nos sabotemos:

  • Faça listas diárias! Essa dica já foi dada algumas vezes, porém eu faço questão de repetir para que fique frisada a importância de fazer lista de atividades diárias. Além de facilitar a organização das tarefas que precisa realizar no dia, as listas dão a sensação de dever cumprido, que liberam o hormônio da produtividade, a ocitocina.
  • Não se engane! Assuma compromissos e faça listas de atividades que você possa cumprir. Analise o seu cenário atual, suas ferramentas disponíveis e seja sincero com você mesmo.
  • Comprometa-se com outra pessoa! Muitas vezes nós não contamos as coisas que queremos fazer para outra pessoas com medo da decepção ou frustração. Porém, deixar de se comprometer deixa as coisas bem mais simples de não serem feitas, pois negociar consigo mesmo acaba sendo mais fácil.
  • Vai com medo mesmo! Muitas vezes deixamos o medo nos paralisar e ficamos sem agir, o que fazer nesse momento então? A solução as vezes é mais fácil do que parece, dê o primeiro passo! O medo é imóvel, então se você estiver em movimento, ele não te acompanhará.
  • Cale sua voz sabotadora! Imagine aquela história do anjinho e do diabinho, os dois são criações suas e só você pode decidir quem ganha. O diabinho sempre estará lá, mas vai perder sempre que você quiser.
  • Feito é melhor do que perfeito! Não deixe de fazer algo porque não está perfeito! O perfeccionismo as vezes nos atrapalha, apesar de ser uma qualidade em muitas coisas. Portanto, fazer bem feito é melhor do que não fazer por não estar perfeito.
  • Escute os outros! Muitas vezes não vamos conseguir ver que estamos sabotando a nós mesmos, então escutar os outros, mesmo quando criticam, pode ajudar.
  • Peça ajuda! Pode parecer clichê essa última parte, mas quando você não conseguir resolver as coisas por conta própria, corre atrás de ajuda urgente! A pior coisa que tem é ficarmos atrapalhando a nós mesmos, sabermos disso e não aceitarmos ajuda, além de autossabotagem, isso é orgulho!

Obrigado por ter chegado até aqui, significa que você quer parar de se sabotar.

Caso precise de mais ajuda, entre em contato e ficarei muito feliz de poder ajudar! Deixe seu comentário abaixo também parar compartilhar sua experiência com outras pessoas e compartilhe essa postagem!

Um abraço!!!